Nós, o D'Bandada e os You Can't Win, Charlie Brown

     

     Foi no passado dia 13 de Setembro a 4ª edição do agora NOS D'Bandada, o São João da Música. Com ele apareceu a primeira entrevista do letra-r e a sua estreia oficial. Os You Can't Win, Charlie Brown abrem a página das entrevistas com muita simpatia e bastante sentido de humor. O local escolhido foi o Passos Manuel, sítio onde atuaram ainda nessa noite. 


          A banda apoiada pela NOS Discos afirma que o apoio foi importante, mas que não foi apenas esse que os fez chegar aonde estão. Com sucesso demonstrado, os YCWCB gerem o seu tempo de modo a conseguirem conciliar projetos que têm em simultâneo. O João é teclista nos Diabo Na Cruz (fazendo parte de mais bandas), o Luís é baterista nos So.ma e o David é o tudo de Noiserv. Este último diz-me que "quando se quer fazer várias coisas ao mesmo tempo acho que se consegue fazer. Tens os problemas das gravações, tens o problema também dos concertos, mas temos de conseguir conciliar as coisas".
   Caracterizados pelo uso da voz por parte de toda a banda, é normal perguntar acerca das suas influências, estas bastante distintas, pois "devem haver poucas bandas que todos gostamos igualmente. Há bandas que gostamos todos, mas não é nas quantidades precisas.". 
    Ainda nesta “flash interview”, onde houve tempo e calor suficiente para "destilar", como o Tomás diz, falamos do nome da banda e da sua justificação. O Salvador explica: "O nosso nome não fomos nós que o inventamos, estávamos a precisar de um nome para os Novos Talentos FNAC e foi um nome que tivemos de descobrir assim meio à pressão porque o David não gostava do nome provisório que nós tínhamos (risos) e na sala de ensaio onde estávamos, que era na casa dos pais do Afonso, haviam vários livros e um deles era o You Can’t Win, Charlie Brown. Nós olhámos para o livro e achamos que ia fazer sentido com a nossa música.". Se a curiosidade cresceu quanto ao nome provisório, eu digo-vos: Of Broken English, lembrando-lhes a banda americana Papa Roach. 
    Quanto ao concerto, não poderia concordar mais com o "nunca suamos tanto antes de um concerto" dito pelo Afonso. O Passos Manuel encheu-se para assistir ao concerto da banda que (infelizmente) poucas vezes aparece cá pelo Norte. Foi a segunda vez que os vi e sem dúvida que repetia mais umas 5 sem dizer "epá, já vi demasiados concertos deles". A energia em palco, o bom humor de todos e entre todos eles é contagiante. O que me contive para não bater as palmas na I've Been Lost, ou até mexer-me em qualquer uma que desse motivo para tal, ou até subir ao palco. O fim foi fascinante, com uma participação (mais que) especial de elementos do Real Combo Lisbonense. Sem dúvida um dos concertos mais esperados do São João da Música deste ano. 
     Obrigada pela entrevista e obrigada pela simpatia. Acredito num concerto em breve por cá, de novo

1 comentário:

  1. Muito bem. Uma excelente primeira publicação. Parabéns!

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